quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
sábado, 30 de maio de 2009
sábado, 28 de março de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Aviso aos navegantes!!!
A EA, não morreu, está apenas Hibernando!!!Um dos Comparsas está no mestrado, o outro na Especialização e o terceiro, sem muitas notícias, Embrenhou-se no Sertão...Mas, assim que aprecerem as colaborações de textos o EA volta em grande Estilo...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Noticias !



I
SHOW DE ROCK E LITERATURA
A banda de punk rock Pastel de Miolos (no seu primeiro show acústico em 14 anos de trajetória), o poeta Lupeu Lacerda (com poemas de seu primeiro livro "Entre o alho e o sal") e o quarteto de escritores Corte (Gustavo Rios, Sandro Ornellas, Lima Trindade e Wladimir Cazé) participam do projeto Remix-se, no sábado, 22 de novembro, no Pátio do ICBA (Corredor da Vitória, 1.809). No show, a energia e a sonoridade pesada da Pastel de Miolos se somam à modernidade urbana da literatura baiana contemporânea.
Lupeu Lacerda vem de Juazeiro (BA), onde mora, para seu primeiro recital em Salvador, a convite do Corte. Ele fará uma leitura improvisada, com acompanhamento musical da Pastel de Miolos, e o Corte fará intervenções com trechos de seus livros, durante a execução de algumas músicas pela banda. Gustavo Rios lerá seu poema "Ilusões", musicado pela Pastel de Miolos há alguns anos, Lima Trindade lerá um trecho de seu conto "Queen Mary II", Sandro Ornellas lerá seu poema "Serpentário" (ao som de "Riders on the storm", do Doors) e Cazé lerá um fragmento de um texto inédito.
A Pastel de Miolos é um power trio (guitarra, baixo e bateria, respectivamente Allisson Lima, Alex Costa e Wilson Santana) com incontáveis shows na região metropolitana de Salvador e pelo interior. "Tocamos juntos há tantos anos e nunca tínhamos feito um show com violão no lugar da guitarra", diz Alisson, que, no recital de literatura e rock, vai trocar a guitarra por um violão turbinado por efeitos de pedal. "Quando uma banda coloca elementos novos, muda tudo, o processo criativo parece que se abre", repara Alisson. Além de músicas próprias da Pastel de Miolos, a platéia ouvirá clássicos do punk nacional – "Soldados" (Legião Urbana), "Até quando" (Plebe Rude), "Astronautas" (Replicantes),"Vergonha" (Olho Seco) – e estrangeiro ("Brand new Cadillac" e "Guns of Brixton", do Clash).
FICHA TÉCNICA:
Corte: Lupeu Lacerda, Sandro Ornellas e Wladimir Cazé (poetas) Lima Trindade e Gustavo Rios (contistas).
Pastel de Miolos: Alex Costa (baixo e voz), Allisson Lima (guitarra e voz) e Wilson Santana (bateria)
SERVIÇO:
Onde: ICBA / Instituto Goethe, Avenida Corredor da Vitória, 1.809, Salvador (BA)
Quando: 22 de novembro, às 18h
Quanto: Entrada franca
Realização: Projeto Remix-se
E-mail: verbo21@gmail.com
Site: http://sequicosacro.blogspot.com/
http://www.myspace.com/pasteldemiolos
A banda de punk rock Pastel de Miolos (no seu primeiro show acústico em 14 anos de trajetória), o poeta Lupeu Lacerda (com poemas de seu primeiro livro "Entre o alho e o sal") e o quarteto de escritores Corte (Gustavo Rios, Sandro Ornellas, Lima Trindade e Wladimir Cazé) participam do projeto Remix-se, no sábado, 22 de novembro, no Pátio do ICBA (Corredor da Vitória, 1.809). No show, a energia e a sonoridade pesada da Pastel de Miolos se somam à modernidade urbana da literatura baiana contemporânea.
Lupeu Lacerda vem de Juazeiro (BA), onde mora, para seu primeiro recital em Salvador, a convite do Corte. Ele fará uma leitura improvisada, com acompanhamento musical da Pastel de Miolos, e o Corte fará intervenções com trechos de seus livros, durante a execução de algumas músicas pela banda. Gustavo Rios lerá seu poema "Ilusões", musicado pela Pastel de Miolos há alguns anos, Lima Trindade lerá um trecho de seu conto "Queen Mary II", Sandro Ornellas lerá seu poema "Serpentário" (ao som de "Riders on the storm", do Doors) e Cazé lerá um fragmento de um texto inédito.
A Pastel de Miolos é um power trio (guitarra, baixo e bateria, respectivamente Allisson Lima, Alex Costa e Wilson Santana) com incontáveis shows na região metropolitana de Salvador e pelo interior. "Tocamos juntos há tantos anos e nunca tínhamos feito um show com violão no lugar da guitarra", diz Alisson, que, no recital de literatura e rock, vai trocar a guitarra por um violão turbinado por efeitos de pedal. "Quando uma banda coloca elementos novos, muda tudo, o processo criativo parece que se abre", repara Alisson. Além de músicas próprias da Pastel de Miolos, a platéia ouvirá clássicos do punk nacional – "Soldados" (Legião Urbana), "Até quando" (Plebe Rude), "Astronautas" (Replicantes),"Vergonha" (Olho Seco) – e estrangeiro ("Brand new Cadillac" e "Guns of Brixton", do Clash).
FICHA TÉCNICA:
Corte: Lupeu Lacerda, Sandro Ornellas e Wladimir Cazé (poetas) Lima Trindade e Gustavo Rios (contistas).
Pastel de Miolos: Alex Costa (baixo e voz), Allisson Lima (guitarra e voz) e Wilson Santana (bateria)
SERVIÇO:
Onde: ICBA / Instituto Goethe, Avenida Corredor da Vitória, 1.809, Salvador (BA)
Quando: 22 de novembro, às 18h
Quanto: Entrada franca
Realização: Projeto Remix-se
E-mail: verbo21@gmail.com
Site: http://sequicosacro.blogspot.com/
http://www.myspace.com/pasteldemiolos
II
Vestígios da Senhorita B. , de Renata Belmonte será exibido no dia 14 de novembro às 16:00 horas na sala Walter da Silveira/Alexandre Robatto. Ele faz parte do Panorama Nacional da 12ª edição do Festival 5 Minutos.
III
Nesta 12ª edição do Festival 5 Minutos, 169 vídeos de várias regiões do país integram a mostra Panorama Nacional. São obras diversas, de variados gêneros, que demonstram a força inventiva da mais recente produção audiovisual brasileira. Esses vídeos foram inscritos para essa edição do festival, mas não foram selecionados para a Mostra Competitiva do evento. Mesmo assim, terão espaço assegurado para exibição pública nas Salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto.
Programa 8 - 58’15’’ 13.11, qui - 15h
MAIS UMA HISTÓRIA DE AMOR
Programa 8 - 58’15’’ 13.11, qui - 15h
MAIS UMA HISTÓRIA DE AMOR
Elenco: Graça Sena e Carlos Passos
Duração: 5 min
Ano de realização: 2008
Captura: miniDV
Sinopse: Um escritor decadente é abandonado por uma mulher depois de 7 anos de convivência.
Música: Zé de Rocha
Roteiro: Pablo Sales e Nelson Magalhães Filho
Fotografado, editado, dirigido e produzido por Nelson Magalhães Filho
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
ÂNGELA & ÂNGELA
VIGÍLIA
Tocar-te. E às sombras do som
de meus dedos em teu corpo
permanecer.
Tocar-te inteiro. Tuas mãos
frias no inverno, teus cabelos
adornados de silêncios,
e até teu espelho.
SILÊNCIOS
O que tua distância impõe
à minha mais doce ternura
são os silêncios da infância
Silêncios enormes e escuros
da menina olhando o mundo
pelas tranças do cabelo.
Silêncios tristes, sucessivos,
saindo, vindo em desterro
ao mais antigo desejo.
Silêncios perversos, envoltos
nessa dor que só os mortos
silenciam, em segredo.
Tocar-te. E às sombras do som
de meus dedos em teu corpo
permanecer.
Tocar-te inteiro. Tuas mãos
frias no inverno, teus cabelos
adornados de silêncios,
e até teu espelho.
SILÊNCIOS
O que tua distância impõe
à minha mais doce ternura
são os silêncios da infância
Silêncios enormes e escuros
da menina olhando o mundo
pelas tranças do cabelo.
Silêncios tristes, sucessivos,
saindo, vindo em desterro
ao mais antigo desejo.
Silêncios perversos, envoltos
nessa dor que só os mortos
silenciam, em segredo.
ÂNGELA VILMA é professora e poeta, nascida em Andaraí exatamente hoje. Na assertiva de Victor Vhil, a poesia de Ângela é "a parte humana de deus". De acordo. Poemas respectivamente extraídos da coletânea Tanta Poesia (2006).
domingo, 2 de novembro de 2008
DO EXÍLIO...
Pampa sem fim
Me torno
distância contemplada
E já não há distância
Apesar de não ver
tento permanecer um
Um
com o capuz do olhar
Me torno
distância contemplada
E já não há distância
Apesar de não ver
tento permanecer um
Um
com o capuz do olhar
O mar lá fora, noturno
e o mar interno, profundo
Era só um ponto
seu torpor contínuo
dilui o insight
que escapa das palavras
THOMAZ ALBORNOZ NEVES nasceu em 1963, em Sant´Ana do Livramento, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Bacharel em Direito e Mestre em literatura pela PUC carioca. Publicou Reneé, 1987, Poemas, 1990, e Sol sem imagem, edição bilíngue ao espanhol, pela Topbooks. Poemas extraídos do volume Exílio (1998, Editora Movimento). No dizer do saudoso José Paulo Paes, Albornoz Neves é dono de uma poesia "cristalina e misteriosa".
domingo, 5 de outubro de 2008
E HOJE É DOMINGO...
LAZER
Domingo indo.
Indo profundamente
Por um rio ausente...
Domingo indo,
Quase findo.
Domingo indo,
Quase vindo.
Dormindo.
MAYRANT GALLO (1962). Poeta e contista.
Domingo indo.
Indo profundamente
Por um rio ausente...
Domingo indo,
Quase findo.
Domingo indo,
Quase vindo.
Dormindo.
MAYRANT GALLO (1962). Poeta e contista.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Casa...
Um sopro
sempre, suposto
Um sopro
simples, sintético
Um sopro
sinto, sinético
Um sopro
sinal, silencioso
Um sopro
Janela aberta...
Passos rumo a tarde.
sempre, suposto
Um sopro
simples, sintético
Um sopro
sinto, sinético
Um sopro
sinal, silencioso
Um sopro
Janela aberta...
Passos rumo a tarde.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
AS NOVAS MARGENS DE IDMAR BOAVENTURA
AUTO-RETRATO
Sou mesmo sozinho.
Todo o universo
mora em meus olhos,
e o outro universo
não me diz respeito.
Moro sozinho
comigo mesmo.
Pintei meu retrato
no fundo do ego
e eu me contemplo
e a mim mesmo mesmo nego
(me faça o avesso
de uma velha farsa)
mas sou mesmo eu
e isso a mim basta.
Sou mesmo sozinho.
Todo o universo
mora em meus olhos,
e o outro universo
não me diz respeito.
Moro sozinho
comigo mesmo.
Pintei meu retrato
no fundo do ego
e eu me contemplo
e a mim mesmo mesmo nego
(me faça o avesso
de uma velha farsa)
mas sou mesmo eu
e isso a mim basta.
IDMAR BOAVENTURA é poeta e professor. Mora em Conceição do Jacuípe. Tem publicado o livro "O desossar (d)as horas" (Tribuna Cultural, 2004). Poema extraido de "A Outra Margem" (Secretária de Cultura: Fundação Pedro Calmon, 2008).
sábado, 23 de agosto de 2008
Que o deserto acuda a quem cedo Madruga
Um homem possuído pela ira passou dezessete luas vagando pelo deserto de Chiuhauha, no México.Após penar muito, não só porque não sabia o motivo de sua raiva, mas também devido à falta de alguém em quem descontá-la, olhou para o sol e suplicou: “Torre o que me resta de massa cinzenta.”Então, uma voz, não exatamente a do sol, replicou: “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.”Enquanto o andarilho procurava de onde tinham vindo palavras tão sábias uma serpente o picou.
RICARDO THADEU, Jacuipense, estudante de letras na Uefs. Edita o blog 100 fundamentos. www.ricardothadeu.blogspot.com
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Nelson Magalhães Filho, magia e cor ...
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Algumas travessuras de Paulo André.
INFÂNCIA
No baú
o velho carretel
a vela
o barbante.
A pequena e saudosa estrada.
O carrinho roto no piso
Cinzas do velho menino.
Paulo André, Poeta e contista do Picado...
Para os amigos Sandro Ornellas, Lupeu Lacerda,Gustavo Rios, Lima Trindade,Renata Belmonte e a todos os amigos que acompanham o "Entre Aspas".Enfim , a todos, todos mesmo.
No baú
o velho carretel
a vela
o barbante.
A pequena e saudosa estrada.
O carrinho roto no piso
Cinzas do velho menino.
Paulo André, Poeta e contista do Picado...
Para os amigos Sandro Ornellas, Lupeu Lacerda,Gustavo Rios, Lima Trindade,Renata Belmonte e a todos os amigos que acompanham o "Entre Aspas".Enfim , a todos, todos mesmo.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Uma verdade instantânea!!!!
DANÇA
O vento frio,
varre as curvas do
rio.
Ri dos pássaros e rasga a seda.
Sede...
O vento frio deste inverno
abre o rio e a alma.
Estevão Silva, Sexagenário inédito que conheci na zona rural de Cícero Dantas.
O vento frio,
varre as curvas do
rio.
Ri dos pássaros e rasga a seda.
Sede...
O vento frio deste inverno
abre o rio e a alma.
Estevão Silva, Sexagenário inédito que conheci na zona rural de Cícero Dantas.
sábado, 28 de junho de 2008
Na manhã que se anuncia...
Para Carlos Barbosa, desde as barrancas do rio...Da equipe "Entre Aspas"
Rasga o sol, em sua confusão de raios, ligeiramente enfileirados. Isto é o amanhecer de minha terra. Um som ao longe mostra que não sou só eu que estou acordado, há mais alguém, alguma coisa se move além dos meus olhos semi-despertos, perdidos, na tímida coloração que ganha o dia nascido.O cheiro da terra coberta de sereno, revolvida por passos incipientes, os meus, prende-se às minhas narinas.
A cacimba, água doce, minha infância que se projeta na sua superfície inexata, desfeita em ondas, pedra que joguei faz pouco...
É chã minha lida, meu umbigo preso a terra.
As partículas todas, os seixos em minhas sandálias, o couro que recobre pés gastos do dia, da sina de quem vive nestas paragens recobertas pelo céu desnudo sobre a cabeça que ostenta a grandeza do chapéu de palha. A pindoba verde que se colhe, e seca, para que a velha mãe cumpra em seus dedos a esteira nova. Afã do meu descanso, algo escasso num dia curto de lida. Salvo com goles na cabaça, oco invólucro, depósito da santa água, razão das longas caminhadas, dos martírios, das mortes de homens e gado.
O golpe exato da peixeira nos sulcos escuros do caminho. A Terra dará seus frutos adubados com sangue... E abriremos a nova terra à foice e facão.É o sol já alto. A enxada ditará o dia de hoje, dia de sempre, até que se esconda outra vez o sol, que segue a curtir minha brônzea pele de filho da terra...
terça-feira, 10 de junho de 2008
LÚCIA E OS PEIXES
O PEIXE-PESCADOR
O peixe-pescador
parece pedra
parece rocha.
Está sempre parado,
com os olhos arregalados.
O peixe-pescador não nega a natureza.
Abre a boca com esperteza,
cheio de malícia, tem até sua própria isca.
PEIXINHOS
Eu falo
danço
subo, torço
retorço.
Ébrio de
cor
em cor
na cor
sou sempre outro.
Vermelho-caju
azul-mirim
amarelo-capim
jasmim
assim
nos teus jardins
de ninhos
olhinhos
diversos peixinhos.
PEIXE-VOADOR
Da água verde,
um peixe reluzente salta e ganha o céu.
LÚCIA SANTÓRI-CARNEIRO é professora e poeta. Poemas extraídos do livro As voltas do tempo ( Salvador: Fundação Pedro Calmon, 2008)
O peixe-pescador
parece pedra
parece rocha.
Está sempre parado,
com os olhos arregalados.
O peixe-pescador não nega a natureza.
Abre a boca com esperteza,
cheio de malícia, tem até sua própria isca.
PEIXINHOS
Eu falo
danço
subo, torço
retorço.
Ébrio de
cor
em cor
na cor
sou sempre outro.
Vermelho-caju
azul-mirim
amarelo-capim
jasmim
assim
nos teus jardins
de ninhos
olhinhos
diversos peixinhos.
PEIXE-VOADOR
Da água verde,
um peixe reluzente salta e ganha o céu.
LÚCIA SANTÓRI-CARNEIRO é professora e poeta. Poemas extraídos do livro As voltas do tempo ( Salvador: Fundação Pedro Calmon, 2008)
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