LAZER
Domingo indo.
Indo profundamente
Por um rio ausente...
Domingo indo,
Quase findo.
Domingo indo,
Quase vindo.
Dormindo.
MAYRANT GALLO (1962). Poeta e contista.
domingo, 5 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Casa...
Um sopro
sempre, suposto
Um sopro
simples, sintético
Um sopro
sinto, sinético
Um sopro
sinal, silencioso
Um sopro
Janela aberta...
Passos rumo a tarde.
sempre, suposto
Um sopro
simples, sintético
Um sopro
sinto, sinético
Um sopro
sinal, silencioso
Um sopro
Janela aberta...
Passos rumo a tarde.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
AS NOVAS MARGENS DE IDMAR BOAVENTURA
AUTO-RETRATO
Sou mesmo sozinho.
Todo o universo
mora em meus olhos,
e o outro universo
não me diz respeito.
Moro sozinho
comigo mesmo.
Pintei meu retrato
no fundo do ego
e eu me contemplo
e a mim mesmo mesmo nego
(me faça o avesso
de uma velha farsa)
mas sou mesmo eu
e isso a mim basta.
Sou mesmo sozinho.
Todo o universo
mora em meus olhos,
e o outro universo
não me diz respeito.
Moro sozinho
comigo mesmo.
Pintei meu retrato
no fundo do ego
e eu me contemplo
e a mim mesmo mesmo nego
(me faça o avesso
de uma velha farsa)
mas sou mesmo eu
e isso a mim basta.
IDMAR BOAVENTURA é poeta e professor. Mora em Conceição do Jacuípe. Tem publicado o livro "O desossar (d)as horas" (Tribuna Cultural, 2004). Poema extraido de "A Outra Margem" (Secretária de Cultura: Fundação Pedro Calmon, 2008).
sábado, 23 de agosto de 2008
Que o deserto acuda a quem cedo Madruga
Um homem possuído pela ira passou dezessete luas vagando pelo deserto de Chiuhauha, no México.Após penar muito, não só porque não sabia o motivo de sua raiva, mas também devido à falta de alguém em quem descontá-la, olhou para o sol e suplicou: “Torre o que me resta de massa cinzenta.”Então, uma voz, não exatamente a do sol, replicou: “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.”Enquanto o andarilho procurava de onde tinham vindo palavras tão sábias uma serpente o picou.
RICARDO THADEU, Jacuipense, estudante de letras na Uefs. Edita o blog 100 fundamentos. www.ricardothadeu.blogspot.com
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Nelson Magalhães Filho, magia e cor ...
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Algumas travessuras de Paulo André.
INFÂNCIA
No baú
o velho carretel
a vela
o barbante.
A pequena e saudosa estrada.
O carrinho roto no piso
Cinzas do velho menino.
Paulo André, Poeta e contista do Picado...
Para os amigos Sandro Ornellas, Lupeu Lacerda,Gustavo Rios, Lima Trindade,Renata Belmonte e a todos os amigos que acompanham o "Entre Aspas".Enfim , a todos, todos mesmo.
No baú
o velho carretel
a vela
o barbante.
A pequena e saudosa estrada.
O carrinho roto no piso
Cinzas do velho menino.
Paulo André, Poeta e contista do Picado...
Para os amigos Sandro Ornellas, Lupeu Lacerda,Gustavo Rios, Lima Trindade,Renata Belmonte e a todos os amigos que acompanham o "Entre Aspas".Enfim , a todos, todos mesmo.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Uma verdade instantânea!!!!
DANÇA
O vento frio,
varre as curvas do
rio.
Ri dos pássaros e rasga a seda.
Sede...
O vento frio deste inverno
abre o rio e a alma.
Estevão Silva, Sexagenário inédito que conheci na zona rural de Cícero Dantas.
O vento frio,
varre as curvas do
rio.
Ri dos pássaros e rasga a seda.
Sede...
O vento frio deste inverno
abre o rio e a alma.
Estevão Silva, Sexagenário inédito que conheci na zona rural de Cícero Dantas.
sábado, 28 de junho de 2008
Na manhã que se anuncia...
Para Carlos Barbosa, desde as barrancas do rio...Da equipe "Entre Aspas"
Rasga o sol, em sua confusão de raios, ligeiramente enfileirados. Isto é o amanhecer de minha terra. Um som ao longe mostra que não sou só eu que estou acordado, há mais alguém, alguma coisa se move além dos meus olhos semi-despertos, perdidos, na tímida coloração que ganha o dia nascido.O cheiro da terra coberta de sereno, revolvida por passos incipientes, os meus, prende-se às minhas narinas.
A cacimba, água doce, minha infância que se projeta na sua superfície inexata, desfeita em ondas, pedra que joguei faz pouco...
É chã minha lida, meu umbigo preso a terra.
As partículas todas, os seixos em minhas sandálias, o couro que recobre pés gastos do dia, da sina de quem vive nestas paragens recobertas pelo céu desnudo sobre a cabeça que ostenta a grandeza do chapéu de palha. A pindoba verde que se colhe, e seca, para que a velha mãe cumpra em seus dedos a esteira nova. Afã do meu descanso, algo escasso num dia curto de lida. Salvo com goles na cabaça, oco invólucro, depósito da santa água, razão das longas caminhadas, dos martírios, das mortes de homens e gado.
O golpe exato da peixeira nos sulcos escuros do caminho. A Terra dará seus frutos adubados com sangue... E abriremos a nova terra à foice e facão.É o sol já alto. A enxada ditará o dia de hoje, dia de sempre, até que se esconda outra vez o sol, que segue a curtir minha brônzea pele de filho da terra...
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