quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

UMA BREVE COLETÂNEA...

INSTANTÂNEO

Um ponto qualquer do papel
é mar onde singra o poema.

Pena que nem sempre vê,
se sente ou se escuta o sopro.

Verde vereda
Verdade.

Um convite à folha branca.


TOTÊMICO

P/ Mayrant Gallo

Somos tantos,
e ante o totem atendemos.

Timidamente
tontos,

intimimamente
tempo...


MIRAGEM

Os olhos oblíquos
da cadela:

a sombra do filho
que não veio.


GEORGIO SILVA(1981) é natural de Riachão do Jacuípe. Músico, estuda letras com espanhol na Uefs. É casado e tem pronto o livro "O Menino em Mim". Co-editor do blog.

5 comentários:

anjobaldio disse...

Adoro poemas que sangram pelas cadelas, pelo mar e pelas estrelas rotas em nossos corações vadios. Parabéns Georgio.

Kátia Borges disse...

Oi, Georgio, gostei de conhecer seu trabalho. Já mandei um e-mail pra vc. Obrigada pela lembrança do meu nome. Valeu. Bj.

Renata Belmonte disse...

Lindo o Miragem, Georgio!
Abraços!

SANDRO ORNELLAS disse...

animais e desejos totêmicos. animais como desejos totêmicos.

Gustavo Rios disse...

gratas surpresas. sempre bem vindas.