quarta-feira, 4 de julho de 2007

Da equipe (5)

A lua

A lua
puta
nasce
nua.

(A velha puta
ainda é dona
da noite suja).


Visita

A casa estava aberta
depois de tantos anos.
O pó sobre os móveis,
lembrança de tua partida.
Já não eras a mãe,
nem a filha.


Considerações a respeito do ato

O nó do laço
e a mesma lua baça.


Paulo André nasceu em 1978. Mora em Conceição do Jacuípe. Graduando em Letras Vernáculas. Co-editor do blog.

3 comentários:

Mayrant Gallo disse...

Paulo André, assim como Joaquim Gama de Carvalho, é da linhagem do melhor Oswald: aquele que poucos conhecem e admiram e que, não por acaso, não se gasta, não envelhece. "Visita" é diamente lapidado!

Palavras e co-lirius disse...

Paulo,
Muito bons os poemas, porém a "lua" me pegou. Por que 'diabos'? Não sei...Talvez tenha sido "a velha puta", nunca a puta velha.rsrsrs.
Abraço,
Jocenilson

aeronauta disse...

"Visita" é mesmo obra-prima.