sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Com a Palavra...

DÊNISSON PADILHA FILHO

1) Por que você escreve?

Por uma vontade precípua, férrea e estapafúrdia de salvar a raça humana é que escrevo. Escrevo porque preciso da presença de Deus na existência dos personagens que crio; já que a realidade de ter o homem tornado as costas ao Pai nos destrói a todos a cada instante vivido; porque a fera viva da soberba nos consome os dias. Escrevo porque a arte é o único caminho que resta para que se encontre a Deus em espírito e verdade. Porque a espiritualização do cotidiano só é possível mediante o amansamento dos corações; e isso, segundo entendo, só se dá através das Artes.

2) O que você gostaria de escrever e por quê?

Gostaria de escrever justo o que escrevo. Legar a um mundo vindouro obras de aventura, amor incondicional, votos de honra e glória rendidos à pessoa amada, coragem, retidão de caráter, gratidão, bravura e perdão. Meus protagonistas, embora com uma mancha ou outra de desvio, pois são humanos; são todos dotados de virtudes, que ao longo das tramas são tentadas a falhar, mas pelejam firmemente. Estou no momento a preparar duas novas obras para lançamento; a saber, LOQUAZES GOSTAMENTOS, já pronto, e EPÍSTOLAS AO TEMPO, outro romance de longo fôlego ainda sendo lavrado.


DÊNISSON PADILHA FILHO (1971) é escritor, poeta, contista e roteirista. Autor dos livros Gavihomem (Art Compet Editora, 1998), Aboios Celestes (Selo Bahia, Funceb, 1999) e Carmina e os Vaqueiros do Pequi (Santa Luzia Editora, 2002). Co-autor do roteiro do curta-metragem Na Terra do Sol (MINC, 2005), dirigido pelo cineasta Lula Oliveira. Também escreveu os ainda inéditos Epístolas ao Tempo (romance), Loquazes Gostamentos (poemas), Calumbi (curta-metragem/cinema) e O Jokerman sentado na pedra fria (curta-metragem/vídeo).



4 comentários:

Renata Rocha disse...

Uma observação, para o autor do blog. No texto em vermelho fala sobre trechos acima... E não há nenhum!
Um abraço,
RR

Gustavo Rios disse...

na boa, em qualquer outro que escreve(até mesmo eu, que confio no meu taco), tais respostas soariam pura presunção. mas não nele.

Mayrant Gallo disse...

D., meu amigo, nem a arte consegue isso; mesmo assim, louvo sua tentativa, seu projeto de mundo. Corajosas as suas respostas. Abraço, M.

joao p. guedes disse...

O que salta dos textos de Dênisson é de uma beleza formidável. Ele consegue engrandecer atos simples, esquecidos, desassuntados com sua poderosa verve.

Aguardo contato com obras noviças.

Grande abraço.

Joao P. Guedes.